No período colonial
brasileiro a administração portuguesa tinha como característica
uma grande centralização. O Governo Geral, com sede na cidade de
Salvador, cumpria a função de administrar o Brasil em nome da Coroa
Portuguesa, assim, o poder metropolitano se fazia presente na
colônia. A incapacidade de administrar um território imenso, onde
as poucas cidades encontravam-se distantes e muitas vezes isoladas,
fez surgir a necessidade da criação de unidades administrativas que
fossem capaz de responder as situações cotidianas de uma cidade.
As Câmaras Municipais ocupavam-se de assuntos pequenos como a construção de um chafariz
para abastecimento de de água das cidades, da cadeia pública (que
muitas vezes dividia o mesmo prédio com a Câmara), pavimentação
das ruas, dentre outras. Quem participava das decisões das Câmaras
Municipais no Brasil Colônia eram o chamados “Homens Bons”, ou
seja, elemento da elite proprietária, maior de 25 anos, casado,
católico. Na visão da sociedade da época, o “homem bom”
deveria possuir uma espécie de distinção (roupas, casa,
mobiliário, etc.), que não pudesse confundi-lo com um sujeito
comum, era um privilégio de poucos.
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