segunda-feira, 7 de julho de 2014

AS CÂMARAS MUNICIPAIS E OS HOMENS BONS


                                                                AS CÂMARAS MUNICIPAIS E OS HOMENS BONS     

No período colonial brasileiro a administração portuguesa tinha como característica uma grande centralização. O Governo Geral, com sede na cidade de Salvador, cumpria a função de administrar o Brasil em nome da Coroa Portuguesa, assim, o poder metropolitano se fazia presente na colônia. A incapacidade de administrar um território imenso, onde as poucas cidades encontravam-se distantes e muitas vezes isoladas, fez surgir a necessidade da criação de unidades administrativas que fossem capaz de responder as situações cotidianas de uma cidade.

As Câmaras Municipais  ocupavam-se de assuntos pequenos como a construção de um chafariz para abastecimento de de água das cidades, da cadeia pública (que muitas vezes dividia o mesmo prédio com a Câmara), pavimentação das ruas, dentre outras. Quem participava das decisões das Câmaras Municipais no Brasil Colônia eram o chamados “Homens Bons”, ou seja, elemento da elite proprietária, maior de 25 anos, casado, católico. Na visão da sociedade da época, o “homem bom” deveria possuir uma espécie de distinção (roupas, casa, mobiliário, etc.), que não pudesse confundi-lo com um sujeito comum, era um privilégio de poucos.

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