terça-feira, 17 de setembro de 2013

A Grande Lavoura Açucareira

A Coroa Portuguesa encontrou na cana-de-açúcar o produto ideal para a exploração colonial, os portugueses sabiam o valor comercial do produto e já possuíam experiência para o cultivo, pois o Governo Português já havia implantado a lavoura açucareira em outras colônias como a Ilha da Madeira e Cabo Verde.

Para garantir altos ganhos, a grande lavoura açucareira se desenvolveu na forma de Plantation, grandes extensões de terra, monocultora voltada para o mercado externo. Outro fator que deve ser destacado foi a parceria com o capital flamengo (Holandês), que financiava a montagem dos engenhos além de participar da distribuição do produto na Europa.

A lavoura de cana-de-açúcar se fixa no litoral do Nordeste brasileiro, dentre as razões que favorecerem  o seu desenvolvimento, destacamos:
- Terras férteis e abundantes do tipo massapê;
- Clima quente e úmido, com chuvas bem distribuídas durante o ano;
- Menor distância de Portugal.

Devemos ressaltar que a economia açucareira se desenvolve a partir de três fatores fundamentais:
- Latifúndio, grandes extensões de terra;
- Monocultura, produção de um único gênero;
- mão-de-obra escrava, escravidão africana.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O Governo Geral

O fracasso do sistema de Capitanias Hereditárias, levou a coroa portuguesa a encontrar uma forma de assegurar o domínio e a exploração do Brasil. A solução foi a implantação do Governo Geral com sede na cidade de Salvador (a primeira capital brasileira), no ano de 1548. Assim, a metrópole buscou implementar um centro de decisões políticas e administrativas que fosse capaz de promover o desenvolvimento da empresa colonial, apoiando os colonos na exploração da terra, na implantação dos engenhos, na proteção e na integração colonial, ao mesmo tempo, garantir os lucros de Portugal.

Dentro da estrutura administrativa do Governo Geral, podemos destacar os seguintes cargos:

- Governador Geral, nomeado pelo rei de Portugal era responsável direto pelo desenvolvimento da colônia;
- Ouvidor Mor, suas funções estavam no âmbito judiciário, era responsável pela manutenção da justiça;
- Provedor Mor, espécie de Ministro da fazenda da época, sua responsabilidade eram as finanças da colônia (cobrança de impostos, investimentos, etc.);
- Guarda Mor, responsável por manter a segurança na colônia.

sábado, 10 de agosto de 2013

A Escravidão Indígena

A exploração colonial necessitava de inúmeros braços e a população portuguesa muito pequena. Onde encontrar mão-de-obra?

Muito se fala sobre a impossibilidade de escravizar os índios, pois seriam preguiçosos e indolentes, daí a importação de negros africanos. Acontece, porém que muitos índios foram escravizados, vale lembrar da Capitania de São Vicente que prosperou justamente com apressamento indígenas, e das chamadas reduções, onde os Jesuítas promoviam a catequese utilizando da exploração compulsória do trabalho do nativo.

No primeiro momento os índios seriam a solução, mas sua escravização enfrentou sérios obstáculos, dentre eles:

- O escravo era considerado um produto, por isso sua comercialização era privilégio de comerciantes metropolitanos;
- A comercialização de índios não trazia lucro algum à metrópole;
- A igreja combatia a escravidão indígena, pois seu objetivo era a catequese (lembrando do caráter cruzadista assumido pelas Grandes navegações);
- O índio, muitas vezes, lograva êxito nas suas fugas, devido ao conhecimento da região;
- Os índios não possuíam defesas biológicas para doenças trazidas pelo homem branco, como gripe, varíola e sarampo provocando a morte de milhares de indígenas.
- A escravidão do índio era proibida por lei (permitida somente quando ocorresse a “Guerra Justa”).


quinta-feira, 25 de julho de 2013

A Montagem do Sistema Colonial

A colonização do Brasil tem que ser entendida dentro da lógica do mercantilismo, em que uma colônia deve necessariamente ser fonte de riquezas para sua metrópole. Na impossibilidade de obtenção de lucro com a exploração colonial, uma colônia deve abrigar o excedente populacional de sua metrópole, o que não era o caso de Portugal. 

O fato de não se encontrar metais preciosos no litoral brasileiro, levou a coroa portuguesa a implementação de um modelo de exploração, que teve na plantation (grande unidade produtora de gênero agrícola voltada para o mercado externo) sua expressão máxima. 

O açúcar foi o produto escolhido pela grande empresa colonizadora, pois os portugueses conheciam as técnicas de plantio (já exploravam o produto em outras colônias) e o alto lucro proporcionado. Outro fator importante foi a parceria com o capital flamengo (holandês) que financiou a montagem dos engenhos de açúcar e sua distribuição na Europa.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

As Capitanias Hereditárias


A colonização do Brasil se dá a partir de 1532 com a fundação de São Vicente no atual Estado de São Paulo. Dentre as razões que levaram à colonização do Brasil, podemos destacar:
- A queda dos lucros com comérc
io com as Índias;
- O risco de perder as terras brasileiras para outras nações européias (como a França);
- O “contrabando” do pau-brasil, já que os índios praticavam o escambo com outros europeus, especialmente franceses.
As Capitanias Hereditárias foi o primeiro sistema administrativo adotado no Brasil Colônia, consistia na divisão das terras em grandes extensões de terra, ao longo da Costa brasileira, doados pelo rei de Portugal e que passava de pai para filho. Tal sistema já havia sido adotado em outras colônias portuguesas com sucesso, daí a sua escolha. Quem era agraciado com uma capitania era chamado de Capitão Donatário e possuía uma série de direitos e deveres, garantidos pela Carta de Doação e pelo Foral, como por exemplo:
- Doar sesmarias (parte de uma capitania);
- Cobrar tributos;
- Explorar e proteger a região;
- Catequizar os índios;
- Procurar ouro e prata (resguardando o quinto para coroa portuguesa).
O sistema de capitanias resultou em um grande fracasso, podemos apontar as seguintes razões:
- Tamanho das capitanias;
- Falta de interesse dos donatários;
- Distância da metrópole (Portugal);
- Falta de comunicação;
- Constante ataque de índios.

Somente duas capitanias prosperaram São Vicente e Pernambuco, a primeira devido ao apressamento de índios, e a segunda pela implantação da lavoura açucareira.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Etapa Pré-Colonial (1500-1532)

Os primeiros anos após a chegada dos portugueses no Brasil, foram marcados pelo desinteresse da coroa portuguesa pelas terras recém descobertas. Dentre os motivos, podemos destacar:
 - O comércio com o oriente que proporcionava altos lucros para os cofres de Portugal;
- A ausência de ouro e prata no litoral brasileiro;
- A pequena população portuguesa, o que não justificava uma imigração em massa.

O fato de não ocorrer uma colonização sistemática e efetiva do Brasil fez com que o período ficasse conhecido como Etapa Pré-Colonial (1500 -1532). Durante esse período os portugueses limitaram-se a explorar a riqueza mais aparente, o Pau-Brasil, madeira de alto valor comercial de onde se extraia uma tinta vermelha.

O comércio do Pau-Brasil era efetuado através do escambo, prática primitiva que consistia na troca de produtos de pequeno valor (para os europeus), pela madeira retirada pelos índios. As realizações portuguesas ficaram restritas as construções de feitorias, espécies de armazéns para estoque de Pau-Brasil, e ponto de apoio para as embarcações, localizadas ao longo da costa brasileira.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Brasil Colônia – Antecedentes.


Vamos fazer uma revisão das condições históricas em que ocorreram à formação do Brasil, porque foram acontecimentos passados que forjaram o país que nós vivemos. A transição entre o feudalismo e o capitalismo na Europa e seus acontecimentos, estão intimamente ligados ao Descobrimento (oficial) do Brasil. Dentre eles destacamos:
_ Formação dos Estados Nacionais;
_ As Reformas Religiosas;
_ Mercantilismo;
_ A Expansão Comercial Europeia .

A chegada dos portugueses em terras brasileiras se deu devido às situações vividas pelo mundo europeu naquele momento. Portugal, primeiro Estado Nacional Moderno, consolidou a centralização política precocemente, reunindo condições favoráveis para se lançar na aventura ultramarina (lembrando da localização geográfica e da vocação náutica) . O protestantismo se expandia na Europa, aumentando a necessidade de novos fiéis para a igreja de Roma, assim a expansão marítima portuguesa atua como uma cruzada cristã . As práticas mercantilistas na economia traziam a necessidade de dominar o comércio de artigos especiais (especiarias) conquistando regiões fornecedoras de tais produtos (o oriente), por isso Portugal investe no descobrimento de uma nova rota comercial (o Périplo Africano) . A conjunção desses fatores impulsiona a empresa comercial portuguesa que irá culminar com a colonização do Brasil. 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Pra Começar


Pra começar vamos tentar fazer deste espaço um local de discussão e aprendizado para todos que querem aprender mais sobre o nosso PAÍS. Muitas das nossas certezas não resistem a uma simples reflexão, desde que estejamos abertos a rever nossos conceitos. Dessa forma, vamos perceber que nossas certezas estão pautadas em discursos que não podem ser comprovados a luz dos fatos. Veremos também que preconceitos enraizados na nossa sociedade são verdadeiros entraves a compreensão do que se passa no nosso país e no mundo.
 É pensando no conhecimento como instrumento capaz de remover dogmas que são verdadeiras falácias que habitam o imaginário político brasileiro, que convido você a participar dessa experiência cibernética de construção e reconstrução do conhecimento.