A colonização do Brasil tem que ser entendida dentro da lógica
do mercantilismo, em que uma colônia deve necessariamente ser fonte de riquezas
para sua metrópole. Na impossibilidade de obtenção de lucro com a exploração
colonial, uma colônia deve abrigar o excedente populacional de sua metrópole, o
que não era o caso de Portugal.
O fato de não se encontrar metais preciosos no litoral brasileiro,
levou a coroa portuguesa a implementação de um modelo de exploração, que teve
na plantation (grande unidade
produtora de gênero agrícola voltada para o mercado externo) sua expressão máxima.
O açúcar foi o produto escolhido pela grande empresa colonizadora, pois os
portugueses conheciam as técnicas de plantio (já exploravam o produto em outras
colônias) e o alto lucro proporcionado. Outro fator importante foi
a parceria com o capital flamengo (holandês) que financiou a montagem dos engenhos de açúcar
e sua distribuição na Europa.

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